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domingo, 22 de abril de 2012

Doença de Parkinson: Tratamento Terapêutico Ocupacional


O objetivo da Terapia Ocupacional no tratamento de quaisquer doenças progressivamente incapacitantes é o de manter o maior nível de independência do paciente, lançando mão de técnicas apropriadas e equipamentos necessários para tal fim (GIMÉNEZ & BAÑÓN, 1999).

Assim, nos indivíduos portadores da Doença de Parkinson, o Terapeuta Ocupacional buscará minimizar as limitações decorrentes da progressão da doença e procurará contribuir para a melhora e a manutenção da qualidade de vida. 

Tendo em vista a promoção ou desenvolvimento da autonomia e da independência, o terapeuta ocupacional pode utilizar-se de dispositivos tecnológicos, sugerir mudanças ambientais e facilitar a execução de tarefas diversas tornando-as mais efetivas, seguras, econômicas, confortáveis e prazerosas. Esse profissional pode treinar a pessoa em habilidades, tais como força, percepção visual, coordenação, habilidades cognitivas, dentre outras bem como, nas atividades ocupacionais, para as quais apresenta dificuldades, integrando habilidades intactas e deficitárias (ALMEIDA, 2003).

É importante, que inicialmente seja realizada uma criteriosa avaliação do paciente para que se determine o real nível de comprometimento. Durante a realização da anamnese, devem-se enfocar a medicação em uso, a ocorrência de períodos "on" e "off", a presença de fadiga e as atividades possivelmente influenciadas pela sintomatologia. Pode-se elaborar um instrumento para ser preenchido pelo cliente durante o desempenho ocupacional que possibilite a mensuração objetiva da ocorrência da fadiga. Esse procedimento permite a organização da rotina diária e a comparação subsequente, considerando-se a natureza progressiva da patologia.

A Escala de avaliação unificada para a Doença de Parkinson é utilizada na pratica clinica e em pesquisas. Neste protocolo os principais sintomas são agrupados em cinco seções: Atividade Mental, Comportamento e Humor, Atividades da Vida Diária, Exploração Motora e Complicações do Tratamento, totalizando 42 itens. Instrumentos padronizados de avaliação dos componentes podem ser utilizados para mensuração da estabilidade postural, função cognitiva, intensidade da fadiga e da dor e destreza manual.

O tratamento terapêutico ocupacional deve enfatizar:

  • Reorganização da rotina para que as atividades relevantes sejam realizadas no período de remissão dos sintomas (“on”)
  • Socialização;
  • Exercícios da musculatura facial;
  • Atividades que utilizem o ritmo, a música, a dança para aumentar e estabilidade postural e facilitar a iniciação do movimento
  • Orientações para reduzir a ocorrência do tremor;
  • Utilização de técnicas de conservação de energia;
  • Incentivar o indivíduo a manter a realização de atividades da Vida Diária e Vida Prática;
  • Adaptação do ambiente;
  • Adaptação de atividades que requerem controle motor fino;
  • Instalação de equipamentos de segurança;
  • Alteração no mobiliário;
REFERENCIA BIBLIOGRÀFICA:
CAVALCANTI, Alessandra, GALVAO, Claudia. Terapia Ocupacional. Fundamentação e pratica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogon, 2007
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1415-91042009000100006&script=sci_arttext
http://terapiaocupacionalnobrasil.blogspot.com.br/2010/01/o-impacto-da-doenca-de-parkinson-na.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/doenca_parkinson.htm