O objetivo da Terapia Ocupacional no
tratamento de quaisquer doenças progressivamente incapacitantes é o de manter o
maior nível de independência do paciente, lançando mão de técnicas apropriadas
e equipamentos necessários para tal fim (GIMÉNEZ & BAÑÓN, 1999).
Assim, nos indivíduos portadores da Doença
de Parkinson, o Terapeuta Ocupacional buscará minimizar as limitações
decorrentes da progressão da doença e procurará contribuir para a melhora e a
manutenção da qualidade de vida.
Tendo em vista a
promoção ou desenvolvimento da autonomia e da independência, o terapeuta
ocupacional pode utilizar-se de dispositivos tecnológicos, sugerir mudanças
ambientais e facilitar a execução de tarefas diversas tornando-as mais
efetivas, seguras, econômicas, confortáveis e prazerosas. Esse profissional
pode treinar a pessoa em habilidades, tais como força, percepção visual,
coordenação, habilidades cognitivas, dentre outras bem como, nas atividades ocupacionais,
para as quais apresenta dificuldades, integrando habilidades intactas e
deficitárias (ALMEIDA, 2003).
É importante, que
inicialmente seja realizada uma criteriosa avaliação do paciente para que se
determine o real nível de comprometimento. Durante a realização da anamnese,
devem-se enfocar a medicação em uso, a ocorrência de períodos "on" e
"off", a presença de fadiga e as atividades possivelmente
influenciadas pela sintomatologia. Pode-se elaborar um instrumento para ser
preenchido pelo cliente durante o desempenho ocupacional que possibilite a
mensuração objetiva da ocorrência da fadiga. Esse procedimento permite a
organização da rotina diária e a comparação subsequente, considerando-se a natureza
progressiva da patologia.
A Escala de avaliação
unificada para a Doença de Parkinson é utilizada na pratica clinica e em
pesquisas. Neste protocolo os principais sintomas são agrupados em cinco
seções: Atividade Mental, Comportamento e Humor, Atividades da Vida Diária,
Exploração Motora e Complicações do Tratamento, totalizando 42 itens.
Instrumentos padronizados de avaliação dos componentes podem ser utilizados
para mensuração da estabilidade postural, função cognitiva, intensidade da
fadiga e da dor e destreza manual.
O tratamento
terapêutico ocupacional deve enfatizar:
CAVALCANTI, Alessandra, GALVAO, Claudia. Terapia Ocupacional. Fundamentação e pratica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogon, 2007- Reorganização da rotina para que as atividades relevantes sejam realizadas no período de remissão dos sintomas (“on”)
- Socialização;
- Exercícios da musculatura facial;
- Atividades que utilizem o ritmo, a música, a dança para aumentar e estabilidade postural e facilitar a iniciação do movimento
- Orientações para reduzir a ocorrência do tremor;
- Utilização de técnicas de conservação de energia;
- Incentivar o indivíduo a manter a realização de atividades da Vida Diária e Vida Prática;
- Adaptação do ambiente;
- Adaptação de atividades que requerem controle motor fino;
- Instalação de equipamentos de segurança;
- Alteração no mobiliário;
http://www.revistasusp.sibi.usp.br/scielo.php?pid=S1415-91042009000100006&script=sci_arttext
http://terapiaocupacionalnobrasil.blogspot.com.br/2010/01/o-impacto-da-doenca-de-parkinson-na.html
http://www.wgate.com.br/conteudo/medicinaesaude/fisioterapia/neuro/doenca_parkinson.htm
