Mostrando postagens com marcador REABILITAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES NEUROLÓGICAS. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador REABILITAÇÃO DA TERAPIA OCUPACIONAL NAS DISFUNÇÕES NEUROLÓGICAS. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Reabilitação da Terapia Ocupacional nas Disfunções Neurológicas

Os terapeutas ocupacionais que atuam com clientes com disfunções neurológicas devem conhecer a interação entre neuroanatomia e a neuropatologia no impacto do desempenho ocupacional, assim como os princípios da neurorreabilitação que fundamentam sua prática.

Nas lesões do sistema nervoso central, a recuperação da função neurológica é consequente à habilidade do cérebro na solicitação de áreas não acometidas para a realização da função anteriormente executada pela área afetada ou habilidade para a formação de conexões novas a partir da criação de ramificação axônica com neurônios íntegros. Nas lesões do sistema nervoso periférico, a recuperação da função está relacionada à capacidade de regeneração dos nervos periféricos.

A compreensão da etiologia, prognóstico, fases de evolução e recuperação da disfunção neurológica e das estratégias terapêuticas ocupacionais proporciona os fundamentos necessários para realização da avaliação e elaboração, em conjunto com o cliente e a família, de um plano de tratamento com objetivos realistas a curto e a longo prazos.

A avaliação é iniciada com a realização de uma entrevista na qual serão enfatizadas as expectativas do cliente com relação ao tratamento e coletado um breve histórico da evolução dos sintomas. A avaliação, sempre que possível, deve enfocar a observação da perfomance nas atividades cotidianas relevantes para o cliente, objetivando a identificação de componentes que provavelmente estão interferindo no desempenho.

Essas hipóteses são confirmadas com a utilização de protocolos específicos. Porém em algumas situações, como clientes com o nível de alerta reduzido, a avaliação não poderá ser iniciada com a análise das áreas desempenho. Nesses casos, a avaliação é direcionada para mensuração dos componentes (força, adm, sensibilidade, tônus, reflexos, cognição, etc) que podem interferir posteriormente na execução das atividades.  Os dados obtidos na avaliação permitem a elaboração dos objetivos do tratamento terapêutico ocupacional, que estão focalizados na maximização do desempenho ocupacional a partir da realização de atividades com complexidade graduada, voltadas às habilidades deficitárias em consonância com os princípios do método de reabilitação utilizado.

Ressalta-se a importância de realizar avaliação durante todo o processo da intervenção terapêutica devido às alterações do quadro clínico e/ou rápido curso de algumas patologias.


FONTE: CAVALCANTI, A. & GALVÃO, C. Terapia ocupacional, fundamentação & prática. Rio de Janeiro, Guanabara Koogan, 2007